Wednesday, May 25, 2011
Tuesday, May 24, 2011
noite
Ontem depois da festa de aniversário da Inês, fiz-me à estrada. A uma segunda feira não há muito para fazer e ninguém se mostrou entusiasmado em ir beber um copo noutro sítio.
Da Cinemateca até à minha casa é um bom passeio. A noite estava fantástica.
Pelo caminho ia-me cruzando com casalinhos apaixonados, de mão dada.
Senti-me só.
Acho que tenho saudades do Amor.
Da Cinemateca até à minha casa é um bom passeio. A noite estava fantástica.
Pelo caminho ia-me cruzando com casalinhos apaixonados, de mão dada.
Senti-me só.
Acho que tenho saudades do Amor.
Saturday, May 14, 2011
Thursday, May 12, 2011
ondas
Adoro ir à expo e ficar sentada nos bancos de madeira a ver as ondas que os vulcões de água fazem. Transporta-me imediatamente a fins de tarde na praia, quando só apetece estar sentada na areia e sentir as pequenas ondas a bater nas pernas.
Sunday, May 8, 2011
fundo
Tenho saudades da sensação de sair do trabalho e ir beber um copo algures para relaxar antes de ir para casa tratar das coisas para o dia seguinte.
Tenho saudades de me sentir útil.
Tenho saudades de ser independente.
Sinto-me a afundar.
Tenho saudades de me sentir útil.
Tenho saudades de ser independente.
Sinto-me a afundar.
Monday, May 2, 2011
Friday, April 29, 2011
tradição
Cheguei ontem lá de Trás-os-Montes. Foi uma viagem cansativa, conduzir tantos kilómetros acaba por fazer-me doer o joelho.
A estadia passou-se bem. A adaptação à vida no campo custou-me. Passar de mil à hora para uns 50kms/h é uma grande mudança.
Ouvir somente os passarinhos e sentir a aragem fresca e pura das montanhas, revitaliza qualquer um. O cheiro das galinhas e dos coelhos, da terra a ser sachada e das vinhas a serem podadas ainda está comigo.
Murça, vila de gente boa e trabalhadora. Vivem da tradição, o que não deixa de ser bonito saber que ainda não se perdeu tudo.
Sexta feira Santa, à noite havia procissão. Cortejo fúnebre de arrepiar, pelas ruas da vila. Um silêncio de morte e a banda local a tocar temas de arrepiar a espinha.
Domingo de Pascoa, pela manhã mais uma procissão. Um mar de gente devidamente aperaltado. Homens já de certa idade apresentavam os seus melhores fatos (há que dar uso e ar à roupa impregnada de naftalina).
Desta vez, para além da banda, os bombeiros vestidos a preceito caminhavam também atrás do andor com uma imagem feminina que me pareceu ser a Mãe de Jesus (perdoem-me os cristãos devotos mas as imagens são sempre muito parecidas, reconheço-as normalmente pela cor do cabelo).
Pelas ruas, as pessoas penduravam às janelas as suas melhores colchas bordadas e atiravam pétalas de flores à passagem do andor com a imagem da santa.
Debaixo de algum calor e um percurso de uma hora e pouco, assim se passou a manhã.
Antes do almoço, tinhamos por hábito ir à tasca beber um aperitivo. Para além da senhora atrás do balcão, eu era a única mulher a conviver no meio dos homens da terra.
Na mesa esperava-nos um cabrito assado no forno com um aspecto fabuloso.
Abriu-se uma garrafa de Champangne verdadeiro que me levou aos céus. Bebi-o numa taça, como deve de ser e não numa flute ordinária.
À tarde a espera pelo padre ir abençoar a casa foi longa. Eu tive de me esconder, parecia mal diziam elas, pois recuso-me a beijar a cruz. Faço parte da tradição dos costumes mas não me peçam mais. Beijar um símbolo que não me diz nada, parecia-me demasiado.
A semana passou-se tranquilamente.
Fomos a Vila Real. Adorei.
Visitamos também Mirandela, detestei aquilo.
Passeamos pelas terras visinhas, vi bois serenos, ovelhas a pastar e vimos das vistas mais bonitas do nosso país.
Ajudei o meu primo a engarrafar o vinho caseiro. Fiquei com s unhas encardidas, ainda não saiu.
Dei comer às galinhas e apaixonei-me por um coelhinho adorável mas que ficou por lá numa vida de fartura à espera de ir para a panela tal como seria o destino das belas galinhas.
Regressei a casa com pena. Estava-me a afeiçoar à vida no campo.
Viemos carregados com bom vinho e azeite caseiros. Batatas, couves, jarros que estão neste preciso momento a adornar a minha mesa de jantar.
Plantei Alfazema, espero que não morra.
Espero voltar a Murça pela altura das vindimas. Quero mesmo enfiar-me no tanque a pisar as uvas.
De volta à cidade e a uma realidade pouco feliz.
A estadia passou-se bem. A adaptação à vida no campo custou-me. Passar de mil à hora para uns 50kms/h é uma grande mudança.
Ouvir somente os passarinhos e sentir a aragem fresca e pura das montanhas, revitaliza qualquer um. O cheiro das galinhas e dos coelhos, da terra a ser sachada e das vinhas a serem podadas ainda está comigo.
Murça, vila de gente boa e trabalhadora. Vivem da tradição, o que não deixa de ser bonito saber que ainda não se perdeu tudo.
Sexta feira Santa, à noite havia procissão. Cortejo fúnebre de arrepiar, pelas ruas da vila. Um silêncio de morte e a banda local a tocar temas de arrepiar a espinha.
Domingo de Pascoa, pela manhã mais uma procissão. Um mar de gente devidamente aperaltado. Homens já de certa idade apresentavam os seus melhores fatos (há que dar uso e ar à roupa impregnada de naftalina).
Desta vez, para além da banda, os bombeiros vestidos a preceito caminhavam também atrás do andor com uma imagem feminina que me pareceu ser a Mãe de Jesus (perdoem-me os cristãos devotos mas as imagens são sempre muito parecidas, reconheço-as normalmente pela cor do cabelo).
Pelas ruas, as pessoas penduravam às janelas as suas melhores colchas bordadas e atiravam pétalas de flores à passagem do andor com a imagem da santa.
Debaixo de algum calor e um percurso de uma hora e pouco, assim se passou a manhã.
Antes do almoço, tinhamos por hábito ir à tasca beber um aperitivo. Para além da senhora atrás do balcão, eu era a única mulher a conviver no meio dos homens da terra.
Na mesa esperava-nos um cabrito assado no forno com um aspecto fabuloso.
Abriu-se uma garrafa de Champangne verdadeiro que me levou aos céus. Bebi-o numa taça, como deve de ser e não numa flute ordinária.
À tarde a espera pelo padre ir abençoar a casa foi longa. Eu tive de me esconder, parecia mal diziam elas, pois recuso-me a beijar a cruz. Faço parte da tradição dos costumes mas não me peçam mais. Beijar um símbolo que não me diz nada, parecia-me demasiado.
A semana passou-se tranquilamente.
Fomos a Vila Real. Adorei.
Visitamos também Mirandela, detestei aquilo.
Passeamos pelas terras visinhas, vi bois serenos, ovelhas a pastar e vimos das vistas mais bonitas do nosso país.
Ajudei o meu primo a engarrafar o vinho caseiro. Fiquei com s unhas encardidas, ainda não saiu.
Dei comer às galinhas e apaixonei-me por um coelhinho adorável mas que ficou por lá numa vida de fartura à espera de ir para a panela tal como seria o destino das belas galinhas.
Regressei a casa com pena. Estava-me a afeiçoar à vida no campo.
Viemos carregados com bom vinho e azeite caseiros. Batatas, couves, jarros que estão neste preciso momento a adornar a minha mesa de jantar.
Plantei Alfazema, espero que não morra.
Espero voltar a Murça pela altura das vindimas. Quero mesmo enfiar-me no tanque a pisar as uvas.
De volta à cidade e a uma realidade pouco feliz.
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