Sunday, December 12, 2010

memórias

Ainda não tinha inaugurado Dezembro.
Tenho estado num estado vegetativo.

O baile de Real Combo chegou e rápidamente me apercebo o quão terapêutico é. Entro numa espécie de yoga acordado porque é nessas horitas de dança que chego à conclusão de muitas coisas na minha vida.
Nessa noite fui a pé para casa debaixo de chuva intensa com a vontade de querer somente estar a fazer esse caminho de mão dada contigo. Só assim.
E eu que me queria curar de novo...

Seguiu-se o casamento da Teresa, dei por mim, a Ms.Tough Girl, a chorar com a intervenção do Padre na missa. E ele só falava dela e do Ricardo. Dei por mim a querer aquilo, não um casamento como é óbvio mas ter aquele sentimento de cumplicidade eterna.

Por favor já chega de casamentos...

Os dias seguintes foram tranquilos.

O concerto de Deftones deu para por um fim ao capítulo adolescente, depois de muito transpirar berrar e saltar.

Isto de viver sozinha nestas alturas causa saudade de certos hábitos familiares:
ter tacinhas de alperces secos, figos, pinhões, nozes; caixinhas com broas de espécie e castelares; pratos com fatias douradas e aletria.
Como não posso ter isto tudo, contento-me com meia dúzia de broas de espécie e outra meia dúzia das castelar. Os frutos secos são caros e não tem jeito nenhum comprar um bolo rei só para mim.
No outro dia, com o pão que a Estela não comeu, fiz fatias douradas. Ficaram muito boas com pouca gordura. Deu para uma semana inteira! A minha dose de frituras natalícias anual chegou ao limite.

Ontem acordei cedinho para ir comprar os bilhetes para a PJ Harvey (finalmente...) e depois do almoço fui raptada pelo Sérgio que me levou a beber café na marina da expo e a lanchar no Frutalmeidas. Que bem que soube!
À noite fiquei por casa.

Hoje sabe mesmo a Domingo. Lá fora, a rua não convida a passeio, ao contrário de ontem que ficou um dia bom com uma manhã solarenga.

Não me apetece fazer nada.

Monday, November 29, 2010

película

Já passa da hora mas para mim ainda é hoje e não amanhã.
Hoje, dia 29 é o aniversário da Trama. Três aninhos e cá estamos nós para outras andanças...

Acabei de vir do cinema, bilhete(s) oferecido(s) pela companhia errada.
Fui ver O Americano, muito bom.
Preferia te-lo visto contigo.

O fim de semana passado foi agressivo.
Residente no Alquimista por duas noites para ouvir amigos e coisas deliciosas.

Tem estado um frio estúpido, já visto o meu super casaco quente. Nem quero imaginar o que vestirei quando chegar Janeiro.

Tenho aquela sensação de estar prestes a desistir, sinto-me uma miúda meio aparvalhada.
Que a próxima quinta no Ferroviario me traga novamente iluminação espiritual porque eu já não tenho idade para estas coisas.

Thursday, November 25, 2010

charme

Agora que descobrimos a receita do Vin Chaud, com este frio não apetece outra coisa.
Estoirada dum dia chato, tenho direito a beber um copo e a um cigarro.

Ressaco música nova, quem me dera ter a bolsa recheada para poder comprar um cd ou outro.
Já não sei o que ouvir. Fico tanto tempo a olhar para eles ali na estante, se fossem homens charmosos aposto que não demorava tanto tempo a escolher...

Sunday, November 21, 2010

sotaque

Ontem foi noite de desabafos empiricos, vinho quente e hip hop jazzy.

Madrugada longa como se estivesse acompanhada de verdade,
foi bom rir depois de tudo.

É estranho estar assim,
não sei sequer se gosto ou não.

Existe muito de metafísico nas relações sejam elas quais forem.

Friday, November 19, 2010

fumo

Sinto-me exausta e por isso não vou contar as coisas divertidas que têm acontecido ultimamente.
Assim por alto têm havido festas, concertos e muito mas muito trabalho.

Finalmente estou sentada no meu sofá a respirar voluntariamente.
Quero mudança, quero
quero
quero-te

Tuesday, November 9, 2010

gin

Quinta passada, dia de baile à antiga com Real Combo Lisbonense no Clube Ferroviário.
Boa surpresa.
Foi o exorcismo de tanta coisa.
Finalmente consegui enterrar passados mortos que pensava eu estarem vivinhos da silva.

Sexta acordei com a sensação de que ia desfalecer se me levantasse da cama.
Exausta e com uma ressaca incrível, foi assim que consegui descer até à Rua do Carmo rumo ao atelier. Fisicamente na merda mas perfeita de espírito.

Sábado acordei tão pacificamente que parecia estar nas nuvens.
Dia bem passado entre almoçarada em minha casa, ida a Gulbenkian, ida à Costa e jantarada na casa do Sérgio. Dia perfeitamente bem passado com ele e com a Andreia.
Curiosamente senti-me a pessoa mais desastrada do mundo, acho que voltei a ser humana de alma.

Ontem passei o dia ansiosa pelo belo do concerto dos Black Rebel Motorcycle Club na Aula Magna. Se a sala não foi abaixo foi porque não calhou e tenho pena haver aquelas cadeiras a perturbar o espasmo do corpo com aqueles graves deliciosos que fizeram os meus tímpanos chiar a noite toda.
Foi um orgasmo público, uma viagem entre guitarras e reverbs.
Noite bem passada com a companhia perfeita para um pós evento tão energético como aquele. Senti aquela excitação e agitação que se sente quando se é miúdo.
O rock n'roll existe mas veio disfarçado de uma coisa boa.

Hoje o dia passou-se a digerir estes últimos dias.
A minha caixinha diz Outubro mas eu acho que este está a ser o mês.

Sinceramente penso que vem aí outro ciclo, só tenho de ter calma e não desejar demasiado o óbvio.

Monday, November 1, 2010

rádio

Acordei cedo e o meu ritual de sempre é ligar a radio. Lá estava ele, o António claro. Até me arrepiei. Faz hoje 1 ano desde que desapareceu fisicamente mas em espírito, pelo menos na Radar, estará sempre presente.

Os deuses deram-nos tréguas, esteve um dia lindo.

Café na Fnac como nos velhos tempos e deparo-me com mais uma homenagem ao grande senhor da rádio.
Dei por mim a ficar horas a degustar música, sentadinha la na cadeira do auditório.
Este exercício devia ser feito por todos, sabe tão bem estar assim só a ouvir, a absorver, a conhecer.
Serão 12horas de emissão na Fnac com muita gente da rádio a por discos e a partilhar histórias.
Segui o conselho do Pedro Ramos e comprei um cd. O da Márcia, pelo valor sentimental óbvio.
Está muito bom.

Ainda me sinto meio absorvida pela energia que se entranhou em mim.